terça-feira, 29 de novembro de 2011

Uma lembrança

Não diga que não te dei nada,
Pois te dei a possibilidade de escolha.
Quando o meu mundo era mais mundo,
Eu admitia mais entrega no meu jeito de me dar,
Com a poesia folhendo em minha vida.

Mas, não, eu não posso ser o sonho que
Queres pra si.
Posso, apenas, ser o fragmento de algo que
Não aconteceu: uma lembrança platônica, idealizada
De algo que poderia ser muito bom, mas que abri mão.
Não por mim, mas por ti,

Mesmo que eu seja um dos últimos românticos dessa
Imensidão de sentimentos,
Opto pela tolice de viver a vida,
Suprimindo possibilidades e loucuras.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O mais dos mais belos

Eu sou a herança de um amor épico,
Retratado na profundidade do sentimento incólume à descrença
Há sutileza,
Há amor em mim,
Há crenças,
Versos e
Reversos,
Em que apenas um ser inundado
Em um amor puro e refrato
Consegue exprimir o mais belo
Dos mais belos...

domingo, 27 de novembro de 2011

Eu pensei...

Eu pensei que seria capaz de amar sem porquês,
De me entregar sem reservas,
E, por mais uma vez, ter e ser o amor.

Porém, mais uma vez, optei por fugir,
E, talvez, não sentir aquele sentimento
Que só me confundia e não me dava
Confiança de você.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Vãs

Em cada verso:
Um pensamento,
Sentimento,
Um amor.

Entre Joãos,
Sandras,
Patrícias e
Ricardos -
Histórias!

Muitas vividas,
Algumas idealizadas,
E outras...
.
.
.
.... Acordei!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

"... um homem inundado de sentimentos"



Que as palavras recitadas por Oswaldo Montenegro reacenda sempre esse ser inundado em sentimento que eu sou...

"Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também."

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Um pouco de tudo

Tenho em mim um pouco de tudo
Às vezes reclamo,
Outras silencio.
Em algumas eu disfarço e choro por dentro.
Em tantas outras, eu sorrio com uma vontade imensa de gritar.

Odeio. Sim! Mas, passa...
Faço carinho e abraço bem forte,
Algumas vezes forço um abraço,
Só para arrancar um sorriso teu.
Sumir... É, já pensei.
Tive medo de perder, e percebi que nunca estivestes tão perto.

Surpresas? Sim... quero arrancar sempre um abraço teu
E um sorriso, também.
Sonho conosco, faço planos e fico alegre. Às vezes temo que o tempo disfarça tudo
E meu coração aperta.
Pensar, falar e me apaixonar todo dia é fácil.
Tenho saudades!

Canso, em alguns momentos,
Mas eu sei que passa, como tudo, e procuro recomeçar como nosso primeiro encontro,
Quando nossos olhos se encontraram, quando nossos corpos se tocaram
E o coração bateu forte.

Não sei se existe fórmula, mas é desse tudo que chamo amor.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

E eu me deixei...

Seduziste-me com teu olhar,
E eu me permiti seduzir, com o coração.

Contagistaste-me com tua delicadeza,
E eu me permiti envolver.

Despertastes meu sentimento mais nobre,
E eu decidi que anseio te amar, mesmo que eu não mereça
E pedeça desse amor.

domingo, 20 de novembro de 2011

Quando me perguntas...

Muitas são as possibilidades,
Mas um só é amor.
Em todas e para todas,
Para ser real, é necessário calar o coração para o medo,
Dúvida e questionamento.

Amor quer amar, e amar exige a quem.
Dividir o que não se sabe e não se compreende,
Pode, por instante, intimidar. Pode!

Expulse, extravase e libere o amor à vida,
Ao coração a ser mergulhado, sondado e alimentado.
Mas, antes de mais nada: queira amar.

Tão nobre quanto este sentimento,
É a capacidade humanoafetiva de sentir,
Viver e EXPULSAR este sentimento para que seja de alguém.
Amar só faz sentido, se conjungado e vetorizado
No para quem. Amor sem a quem, não é amor,
É prisão, é depedência e falência da possibilidade
De um dia sorrir e dizer:
EU AMEI, independente de qualquer circustância.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Contra o tempo

Tenho em mim três grandes desejos:
Amar, amar e amar.
Mas, a mim, pulsam três inevitáveis medos:
Permitir-se, acreditar e não questionar.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

- verso

Sem teu ( )verso,
Me (re)verso em sentimentos,
Dúvidas e Inquitações.
(Ante)verso o que um dia me fizeste sentir
E no (an)verso do que não consigo diluir... 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Querer-te

Eu queria poder te abraçar,
Sem porquês e nem para quês.
Simplesmente abraçar e poder sentir
Um pouco daquilo que bate dentro de ti.
E fazer-te sentir um pouco daquilo que bate em mim,
Para ti.

Muitos são os sentimentos,
Alguns poucos desejos,
E uma enxurrada de querês.

Querer-te bem,
Querer-te perto,
Querer-te sorrindo,
Querer-te comigo,
E querer-te e querer-te...

domingo, 13 de novembro de 2011

Senhor do tempo

O tempo passa,
Mas em minh'alma recente estás
Como o calor de tuas mãos ao me tocarem
E a saliva dos teus lábios ao encostar os meus

Pode o tempo fazer minha pele enrugar,
Meus cabelos caírem,
Meu vigor esmoecer,
Mas jamais conseguirão fazer com que
A tua presença em mim perca-se no ontem.

domingo, 6 de novembro de 2011

Ouve minha voz

volta pra mim,
ouve minha voz
que clama,
sussurra
e te deseja.

eu te busco nos meus sonhos,
desejos
e anseios,
na certeza de que o destino
me levará e ti
e não mais me farei esquecer

quando mais querer ser presente

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

(ir)reais

eu sou um poeta
de utopias retratadas
em versos inóspitos
onde as experiências,
de ilusórias,
fazem emergir amores (ir)reais